GUIA INCOMPLETO DE PIRATARIA PARA MILLENIALS IDOSOS

*Ou para qualquer um que não aguenta mais pagar 300 streamings e receber propaganda na cara.
INTRODUÇÃO #
Há muito, muito tempo, numa internet muito, muito distante, quando as velocidades de transmissão não eram estratosféricas, a rede não pertencia a basicamente três empresas e as mídias físicas ainda eram relevantes do lado de fora do monitor, tudo que tínhamos éramos uns aos outros e as barraquinhas de camelô para termos acesso a conteúdos culturais variados.
Agora, com a crescente de produtos as a service promovida pelas big techs que mandam em toda a rede, nos resta retornar aos primórdios e acharmos nossos próprios meios de acesso ao entretenimento através do compartilhamento on-line.
PARA QUEM É ESTE GUIA #
Se você já baixou músicas extremamente comprimidas para depois carregá-las em seu MP3 player de 256mb da Foston, esse guia é pra você.
Se você já esperou um mês inteiro para completar o download de um filme de 800mb no torrent, esse guia é pra você.
Se você já gravou videoclipes em VCD pelo Nero para tocar em seu aparelho de DVD, esse guia é pra você.
Ou seja, provavelmente seus joelhos já doem e você já não entende uma variedade de trends e memes da geração mais nova, porém ainda se lembra com orgulho de sua época áurea, quando dominava os vastos campos da internet e era o técnico de TI oficial da família.
Se você foi (pré)adolescente no começo dos anos 2000, usou programas como Winamp, Nero, Kazaa, eMule, LimeWire, Shareaza, Vuze, Media Player Classic, JDownloader, VLC, Windows Movie Maker, uTorrent dentre outros destes saudosos fósseis da reprodução, gravação e compartilhamento de mídia, porém nas últimas décadas foi seduzido pelo canto da sereia dos streamings e perdeu todo e qualquer traquejo e desenvoltura com o mundo da pirataria nas interwebs, esse guia será o seu trampolim para voltar à glória do compartilhamento digital.
Ou, caso você não reconheça nenhum desses dinossauros citados acima e caiu aqui pois não aguenta mais o estado atual do acesso à cultura na internet, este texto também poderá lhe ajudar a começar na navegação pelos sete mares.
AVISOS IMPORTANTES #
1. Este não é, não será e nem deve ser um “guia definitivo sobre pirataria”. Existem pessoas e lugares na rede com muito mais informações e qualificações que as minhas para falar sobre o assunto. O intuito aqui é apenas compartilhar um pouco de conhecimento adquirido ao longo dos anos e dar uma luz para quem tem as mesmas referências que eu e está por fora do mundo do Jack Sparrow 🏴☠️. Se esse é o seu caso ou você nunca entrou no oceano de possibilidades que a pirataria apresenta, fique até o final para adquirir um novo conhecimento.
2. Em todos os anos nessa indústria vital nunca tive problema algum em baixar conteúdo pirata, seja qual fossem os provedores de internet que eu utilizasse na época. Mas vale sempre lembrar: nada é 100% garantido. Então não me responsabilizo por potenciais problemas que possam lhe ocorrer ao baixar seus conteudinho, ok? Para quem está receoso com os homens da lei, segue o texto do parágrafo quarto do Art. 184 do Decreto-lei nº 2.848:
§ 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto. (Incluído pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003)
Ou seja: contanto que você não esteja na intenção de abrir uma barraca para vender 3 DVDs por R$ 10 em pleno 2025, está suave.
3. Neste guia, vou focar mais em conteúdo audiovisual, pois acredito que seja o tópico mais buscado pelos ex-piratas que me leem agora. Vou tentar dar uma pincelada sobre outras coisas também, mas não espere nada muito complexo.
4. A maior parte das instruções que darei aqui serão focadas para usuários de Windows. Portanto, galera do Linux e Mac vão precisar adaptar algumas coisas aos seus casos de uso. E só para já deixar claro também: acabarei dando instruções que podem parecer muito obvias para algumas pessoas, mas acredito que isso seja necessário para que todos estejam na mesma página, ok?
5. Não vou entrar no mérito da ética sobre a pirataria. Não vou discorrer filosoficamente sobre o assunto nesse artigo, mas acho errado chamar compartilhamento de mídia on-line sem fins lucrativos de “pirataria”, mas como é o termo mais conhecido, então usemos. No mais, cada um com a sua consciência. Se você acha errado, não faça.
6. Por último, pode não ser tão óbvio para todo mundo mas acho legal já falar desde o começo: pirataria dá trabalho. Pelo menos no setup inicial. Se você absolutamente não tem paciência para abrir nem uma aba a mais no seu navegador e procurar por soluções, instalar programas ou ter que ler tutoriais e mensagens em fóruns para fazer algum processo funcionar, então não tem jeito, vai ter que assinar streaming ou aguentar propaganda. Pirataria é uma skill multidisciplinar. Se você quiser ativamente participar do ecossistema vai aprender muitas coisas e entender como tantas outras funcionam. Não sei vocês, mas eu particularmente gosto de entender nem que seja um mínimo de como os processos e produtos que utilizo funcionam ou são capazes de acontecer, assim não fico totalmente alienado ao mundo ao meu redor. É libertador ter noção do que posso fazer para consertar algo que parou de funcionar, ou saber ao menos onde procurar uma alternativa. Deem essa chance para aprender (ou aqui no caso, relembrar) algo novo.
ANTES DE COMEÇAR A NAVEGAR #

Do meio da primeira década dos anos 2000 em diante, a internet se tornou um campo de batalha das Big Techs para ver quem colocava muros ao redor da porra toda primeiro. E além de cercar e limitar, esses mesmos muros também estão cheios de propagandas praticamente lapidadas à mão para satisfazer o interesse de cada consumidor. Além disso e das obvias questões de privacidade e coleta de dados, elas poluem visualmente a experiência média de navegação. Por este e mais alguns outros motivos, é necessário ter uma certa preparação antes de navegarmos por estas águas.
PREPARAÇÃO #
Nos últimos anos houve uma queda grande no número de pessoas que possuem computadores em casa. Como os smartphones suprem grande parte das funções que o PC tinha, o aparelho se tornou um item de necessidade apenas para quem necessita de um uso mais robusto.
Portanto, deixando claro, para seguir as dicas desse guia, você vai precisar de um computador, ok?
VÍRUS ⚠️ #
Sim, você ainda tem que se preocupar com eles. No mais, vale a velha máxima: tenha um antivírus atualizado.
Eu, particularmente, quando estou usando o sistema do senhor Portões, uso o próprio Windows Defender e tem me servido bem.
Se você não confia, pesquise entre as opções do mercado e veja a que lhe cai melhor.
Mas lembre de não usar mais de um antivírus ao mesmo tempo! Além de um atrapalhar o outro, você ainda pode perder performance em sua máquina.
Aqui já vai a primeira dica: Dependendo do que você for baixar (principalmente se for software crackeado ou um programa de keygen), seu antivírus pode apitar antes mesmo do download terminar e acabar bloqueando os arquivos de instalação. Por isso vale, talvez, adicionar uma exclusão de scan na sua pasta padrão de downloads. MAS TENHA EM MENTE QUE ISSO PODE SER POTENCIALMENTE PERIGOSO, OK? Caso tenha dúvidas, procure sobre como fazer o procedimento de acordo com o seu antivírus, mas vá por sua conta e risco.
Se o seu intuito é o download apenas de conteúdos audiovisuais, então não precisa se preocupar com isso na parte do antivírus, mas sim na hora do download em si. Mais pra frente entrarei no assunto.
Ou você pode ir pela rota mais divertida e usar Linux🐧 logo.
Sim, eu sei que existem vírus pra Linux, mas esse não é o ponto aqui.
Não, eu não vou recomendar nenhuma distribuição em particular, porque isso daria outro artigo inteiro.
Mas se você já é bem versado nos compiuter, deveria dar uma chance para o sistema do pinguim.
Principalmente se tiver aquele notebook velho guerreiro, que está encostado sem utilidade. Botar um Linux e, se quiser investir um pouco, trocar o HD por um SSD, pode fazer o moribundo ter novos dias de glória.
NAVEGADOR e EXTENSÕES 🌐 #
Resposta curta para todos os sistemas: Firefox + uBlock Origin (com um navegador Chromium de backup como o Vivaldi ou o Ungoogled Chromium também com o uBlock Origin)
Resposta longa: Recentemente o Google vem numa cruzada ferrenha contra bloqueadores de anúncios.
O Chrome, navegador mais popular do mercado, que pertence ao gigante das buscas, sofreu várias atualizações que fizeram extensões de bloqueio de anúncios pararem de funcionar ou não terem mais a mesma eficácia de antes. Quem quiser se aprofundar mais procure sobre a atualização do Manifest v2 para v3.
No mercado de navegadores hoje existem basicamente três linhas a seguir: Chrome, Firefox ou Safari.
Digo isso pois tudo que não é Firefox — ou seus derivados, como o Zen, Librewolf, Waterfox, etc — e Safari, é baseado em Chromium. Chrome, Edge, Brave, Arc, Vivaldi e companhia, por baixo do capô, são tudo Chromium.
Alguns navegadores baseados em Chromium ainda resistem às mudanças do Google, como o Brave por exemplo, porém eu pessoalmente não tenho muita simpatia pelo Brave pelos motivos que você pode ler aqui, mas o consenso geral pelos entusiastas é de que o Firefox ainda é o navegador mais “livre” e com melhor proteção de privacidade que temos. Se você quiser dar mais atenção a questões relacionadas a privacidade em sua navegação, alguns forks do Firefox como o Librewolf e o Mullvad, por exemplo, são feitos exatamente com isso em mente, mas sempre vale dar aquela pesquisada e conferir o que lhe cai melhor.
Aviso quanto ao Firefox: Como o Google avançou firme no mercado de navegadores, o browser da raposa perdeu muito da sua base de usuários nos últimos anos, o que gerou um movimento de alguns desenvolvedores web otimizarem seus sites apenas para navegadores baseados em Chromium, acarretando em algumas páginas que não funcionam corretamente na raposinha. É raro, mas é uma possibilidade. Por isso, vale ter um navegador Chromium secundário instalado para usar nos sites que não carreguem certo no Firefox. Atualmente eu utilizo o Vivaldi como secundário e recomendo bastante. Use qualquer um da sua preferência, mas se puder evitar Chrome e Edge, é o ideal.
Quanto às extensões, o uBlock Origin é o melhor bloqueador de anúncios e outras porcarias que podem pular na sua cara ao visitar certos sites. Caso você não saiba, ele também bloqueia propagandas no Youtube, então se você assiste vídeos majoritariamente pelo navegador do computador, ele vai te salvar de ter que assinar o Premium.
Nas configurações do uBlock Origin, vale ativar algumas opções extras para a sua navegação ficar limpinha e cheirosa:
Clique no ícone da extensão, depois no ícone das engrenagens ⚙️ para abrir a página de configurações dele.
Nesta página, troque para a aba “Listas de filtros” e habilite as seguintes opções:

BÔNUS: Caso você seja obrigado a entrar na fossa à céu aberto que é o site conhecido como Linkedin, vale adicionar os filtros personalizados abaixo para tirar os posts “promovidos” do feed.
Troque para a aba “Meus filtros”, copie o texto a seguir e cole no campo de código disponível no uBlock. Depois basta clicar em “Aplicar mudanças”:
linkedin.com##li:has-text(Promoted)
linkedin.com##:xpath('//\*[(text()[contains(.,"Promoted")])]/../../../../../../../../../..')
linkedin.com##:xpath('//\*[(text()[contains(.,"Promovido")])]/../../../../../../../../..')
linkedin.com##:xpath('//\*[(text()[contains(.,"Promovida")])]/../../../../../../../../..')
linkedin.com##:xpath('//\*[(text()[contains(.,"Promoção pela empresa")])]/../../../../../../../../..')
Um aviso: esse filtro pode quebrar a parte de Vagas do Linkedin, então lembre de desativar o uBlock nessa página se estiver procurando emprego.
Aqui cabe um aviso: Há uma pequena chance do uBlock quebrar alguns sites. Isso acontece porque ele bloqueia determinados elementos das páginas web que podem ter características usadas nos anúncios. Portanto, tenha sempre em mente que quando algum site parecer não estar carregando corretamente, pode ser o uBlock sendo rigoroso demais. Nesse caso é só desabilitar a extensão temporariamente para o site em questão, clicando no ícone do uBlock e depois no ícone de desligar. Recarregue a página e veja se tudo funciona.
Além disso, você também já pode deixá-lo desabilitado de antemão para sites mais “sensíveis” como os do governo (gov.br e Detran por exemplo) ou internet banking, pois alguma funcionalidade ou pop-upzinho essencial para navegação pode acabar sendo bloqueado sem que você saiba.
Se quiser adicionar outras extensões, aí é da sua preferência. Mas não utilize mais de um bloqueador de anúncios ao mesmo tempo. É uma redundância desnecessária que pode causar alguns conflitos e atrapalhar sua navegação. Depois faço outro post com extensões úteis. Me cobrem também.
CRIANDO CONTAS 👤 #
Ao longo deste guia e da sua jornada na navegação pelos sete mares, volta e meia você será obrigado a criar uma conta em determinados sites para conseguir concluir alguma ação.
Esse passo não é obrigatório, mas eu aconselho fortemente a você criar um e-mail específico para utilizar em serviços on-line. Infelizmente nenhum site está imune a ser hackeado. Seu e-mail e informações pessoais podem acabar caindo em alguma lista de mailings por aí. Portanto, vale ter essa camada de cuidado.
E é meio obvio mas preciso reforçar: não use a mesma senha em todos os site, pelomordedeus.
Recomendo também que seja um e-mail de algum serviço baseado em privacidade — algo que obviamente não é o forte do Gmail.
Se quiser criar um Gmail mesmo, não tem problema, mas seria mais interessante você já pensar em privacidade e proteção de dados na net. Para isso, pode optar por serviços como o Proton ou TutaMail, que são os mais famosos com esse intuito. Se quiser explorar mais serviços do tipo, clique nesse link e dê uma explorada. Vale a pena.
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE TORRENT ⏬ #
Resposta curta para usuários de Windows e Linux: qBittorrent
Resposta longa: provavelmente os softwares de download de torrents mais conhecidos sejam o µTorrent (a pronúncia correta é mi-torrent mas pode chamar de utorrent, para os íntimos) e o BitTorrent. Porém há alguns anos o µTorrent foi adquirido por uma empresa escusa e se tornou um adware safado que vem com um monte de porcarias embutidas junto do programa, caso você não preste atenção na instalação. Sem contar a mineração de bitcoin escondida que ele trazia há um tempinho.
Por isso, hoje em dia a melhor opção para download de torrents é o qBittorrent. É grátis, open-source e atualizado constantemente pela comunidade.
Ele também possui um recurso muito legal de buscas dentro do próprio programa, que pode encurtar a distância na hora de achar seus conteúdos. Para não ficar muito extenso, vou escrever um guia de como habilitar e instalar os plugins de busca num próximo artigo.
Se quiser contribuir mais ainda para o ecossistema pirata — e sua internet não tiver limite de franquia — ative a opção de iniciar o qBittorrent com o sistema, assim sempre que você ligar o PC, já estará fazendo seed dos seus arquivos. Caso a velocidade da sua internet não seja das melhores, também é possível limitar a velocidade de upload e a quantidade de arquivos “seedados” por vez.
Outras opções interessantes de mudar nas configurações do qBitTorrent:
- Na aba “Downloads” marque o seguinte:

- Na aba “Velocidade” você pode setar limites para downloads e uploads de arquivos;
- Na aba “BitTorrent” você pode definir limites de torrents ativos, tanto em downloads como em uploads.
Para usuários de MacOS: Transmission ou Deluge
O qBittorrent possui uma versão para Mac, porém como o time de desenvolvimento é pequeno, eles não conseguem mantê-la em par com as versões mais novas para Windows e Linux, se quiser arriscar, acredito que não hajam tantas desvantagens, mas saiba que provavelmente ele não estará com as últimas correções e otimizações.
VPN 🪪 #
Se você mora fora do Brasil e/ou quer adicionar uma camada extra de privacidade, pode optar por assinar um serviço de VPN.
Alguns serviços de confiança como o Proton, possuem VPN com opção gratuita (com limitações, obviamente) se você quer mais essa segurança, acredito que valha dar uma testada.
No mais, se a VPN não é de uma empresa que você conheça, não use. E absolutamente nunca use qualquer dessas VPNs “gratuitas” que são propagandeadas na web ou loja de aplicativos do seu celular. VPN é um serviço custoso para o provedor e você só terá segurança se assinar. Se o serviço é gratuito, você está pagando com seus dados e sabe-se lá o que mais.
Eu não utilizo nenhuma VPN por enquanto, portanto não posso dar um depoimento mais abalizado, mas recomendo você estudar sobre o assunto.
ARQUIVOS COMPACTADOS 📁 #
Resposta curta para usuários de Windows: 7-Zip (tem versão pra Linux mas todas as distribuições geralmente já dão conta de arquivos compactados de forma nativa, assim como o MacOS)
Resposta longa: Uma última dica é para o gerenciamento de arquivos compactados. Eventualmente você terá que lidar com algum arquivo em .zip ou .rar. Seja para extrair uma legenda ou software baixado.
Para todos os casos a recomendação é utilizar o 7-Zip. É um programa ultra leve e funcional. É direto e reto. E além de conseguir abrir arquivos compactados mais tradicionais como os citados acima, você também conseguirá xeretar dentro de documentos em .iso por exemplo.
Se você baixou algo compactado no Windows e o arquivo está com um ícone em branco no explorer, é porque o sistema não associou a extensão dele ao 7-Zip. Para isso acontecer, basta clicar com o botão direito do mouse no arquivo, ir em “Propriedades” e depois escolher o 7-Zip como programa padrão para aquele tipo de extensão.
MAS E O STREMIO? #
Vamos tirar o elefante da sala: não é mais fácil apenas usar o Stremio?
Teoricamente, sim.
Porque não estou focando nele?
Minha intenção aqui é dar dicas para que você possa desfrutar de seu conteúdo audiovisual, de preferência, no conforto de sua sala e em sua TV.
Aqui já entra o primeiro problema: nem todo mundo tem TV compatível com o Stremio. Algumas TVs da LG e da Samsung, já possuem o app em suas lojas. Caso a sua não possua, a solução mais fácil seria obter uma TV Box com sistema Android e instalá-lo nela.
Segundo problema: o ideal é que a pirataria seja um ecossistema autossustentável, por assim dizer.
O que o Stremio faz é baixar um arquivo torrent na sequência certa de dados do vídeo, tocar o arquivo enquanto faz o download e imediatamente apagá-lo na sequência.
Diferente do torrent tradicional, ele não dá chance para que este arquivo seja compartilhado com outras pessoas, ou seja, o filme/série que você acabou de ver não se torna um seed na rede, o que por sua vez faz menos pessoas terem acesso àquele material, o que por sua vez vira uma bola de neve, onde temos um lado com muitas pessoas querendo filmes e séries e outro com poucas pessoas compartilhando.
“Ah mas se eu baixar um filme por torrent, assistir e depois apagar, não dá no mesmo?”
Tecnicamente, sim, mas ao menos no tempo em que você está baixando ou mantendo o qBittorrent aberto, você está sendo um seed daquele arquivo e ajudando outras pessoas a terem acesso a esse material também.
Terceiro problema: conteúdo antigo e/ou dublado.
Ao menos em minha experiência, é infinitamente mais fácil você encontrar filmes e séries do momento atual do que coisa antiga. E quando digo antiga aqui, não se trata nem de filmes de antes dos anos 90 por exemplo, me refiro a filmes de 5, 10 ou 15 anos atrás.
Filmes antigos mais badalados provavelmente sejam encontrados até com relativa facilidade, principalmente se houver versões em Ultra HD já disponíveis, porém qualquer material mais underground, você irá penar para achar um tracker que tenha seeds suficientes para conseguir assistir.
Mesma coisa com filmes dublados. Sim, existem plugins no Stremio para achar só conteúdo dublado, mas a disponibilidade de filmes com faixa de áudio em português é muito menor. Se for filme antigo então, piorou.
Atualmente, para ter uma experiência lisa e sem nenhum engasgo no Stremio, a opção mais viável é assinar um serviço tipo o RealDebrid. O RealDebrid atua otimizando o streaming e download de mídias. Ao assinar você recebe instruções de como configurá-lo nos aplicativos que usa, como o Stremio por exemplo. Isso faz com que você tenha acesso a uma gama muito maior de conteúdo e com qualidade de download. Porém você teria que investir dinheiro. Se o seu objetivo é parar de assinar streamings, talvez valha pesquisar o valor e condições do Debrid e ver se compensa para você.
Caso o Stremio seja a opção mais prática para você, vai fundo. Não quero limitar as opções de ninguém. Pelo contrário, caso ele fique offline, sempre é bom ter o conhecimento de como obter seus downloads de forma “artesanal”. No mundo da pirataria, nada é eterno, vários outros programas similares já foram tirados de circulação. Lembra do Popcorn Time? Pois é…
“Também não seria mais fácil só assistir online naqueles sites tipo Megafilmes?”
Sim, inegavelmente é muito mais fácil você abrir o navegador, entrar num site, procurar o que quer ver e só dar play. E novamente, se essa for a melhor alternativa para você, não tem problema nenhum. Porém meu objetivo aqui é justamente compartilhar conhecimento para que o ecossistema continue funcionando e mais pessoas continuem tendo acesso a cultura.
Além disso, ao baixar um filme por exemplo, você não fica refém de sempre precisar da internet funcionando para assisti-lo. Assim como também não é segredo que vários desses sites que tocam filmes on-line não costumam ter uma vida muito prolongada, vide o próprio Mega Filmes.
Então chega de enrolar e vamos ao que interessa.
VÍDEO (FILMES, SÉRIES e ANIMES) 📽️ #
Skills possivelmente necessárias:
- Baixar e descompactar arquivos
- Instalação e configuração de programas
- Pesquisa
Como eu disse anteriormente, a intenção é que você consiga ver os filmes e séries no conforto do seu sofá. Caso você não queira ou não consiga utilizar dessa maneira, o caminho é ainda mais simples, já que basta ter apenas o qBittorrent pra baixar os arquivos e um player pra reproduzir a mídia no seu próprio computador.
Neste caso, você pode optar pelo bom e velho VLC Player. Sim, ele mesmo, o sempre confiável tocador do cone laranja ainda existe e é a opção mais prática (talvez não a mais bonita, mas aí são outros quinhentos…) para você tocar os vídeos sem precisar de um monte de codecs para tipos de arquivos diferentes.
SETUP IDEAL #
Vou chamar essa configuração de setup ideal, pois é a que envolve menos fios e acredito que a maioria das pessoas poderá usufruir sem precisar adquirir nada além do que já tem em casa: Smart TV e computador.
Antes de começar a baixar tudo que você quer, vamos preparar o local da sua biblioteca audiovisual, assim seus arquivos ficam organizados, você evita duplicatas que podem ocupar espaço precioso na HD e também garante que os arquivos vão gerar seeds para todos.
E só pra ter certeza, também é essencial que sua TV esteja conectada à mesma rede que o seu computador (seja pelo Wi-Fi ou no cabo), o que provavelmente já é o que acontece, mas não custa checar.
HORA DE FAZER A BIBLIOTECA COM O PLEX
Antes que a galera com mais conhecimento técnico voe nos comentários: sim, eu sei que o Plex não é open-source e pode ter algumas coisas pagas. E sim, eu sei que existe o Jellyfin.
Estou usando o Plex por basicamente dois motivos: mais fácil para a configuração remota com a TV e o recurso de download de legendas. No futuro posso mostrar o Jellyfin também para dar mais opções, mas para fins didáticos, vamos seguir com o Plex pra facilitar.
Plex é um programa que facilita a organização e reprodução dos vídeos, e após configurado, se torna a sua “Netflix” pessoal, além de permitir que você possa assistir tanto na televisão como em seu celular.
Aqui entra a parte paga que eu comentei, pois para reproduzir sua biblioteca em seu dispositivo móvel, você precisará pagar pelo app no celular. Não é nada absurdo e o pagamento é feito uma única vez, então pode ser que valha a pena, dependendo do seu uso.
Crie sua conta e siga os próximos passos abaixo.
Para continuarmos no setup ideal, primeiro confira se a sua TV possui o aplicativo do Plex em sua loja de apps. Caso a TV não tenha nativamente e você tenha algum dispositivo como TV Box/ChromeCast/Firestick/GoogleTV/Roku procure pelo Plex na loja do seu dispositivo e instale.
Se você não tiver acesso a nenhuma dessas duas alternativas, então a próxima solução será ligar seu PC/Notebook diretamente na televisão via cabo HDMI. Falarei disso mais abaixo.
O segundo passo é baixar e instalar o Plex Server no seu computador. Atenção: É o Plex Server, e não o comum**.**
“Ué, mas eu não acabei de instalá-lo na minha TV? Preciso instalar no computador também?”
O app para TV é apenas um “front-end” para o server no seu computador. Ele faz a conexão com a sua máquina e executa o streaming dos arquivos direto do seu computador, sem precisar baixar o vídeo para a TV.
Após o download do Plex Server, instale o programa normalmente. Só dar próximo, próximo e fim.
CRIANDO AS BIBLIOTECAS
Depois de instalado e executado, o Plex Server fica aberto na bandeja do sistema / área de notificações (ao lado do relógio). Dando dois cliques no ícone ele deve abrir pelo seu navegador.
Antes de configurarmos as bibliotecas no Plex, decida onde ficarão os arquivos em sua HD. Crie uma pasta para cada tipo de conteúdo que você pretende baixar: filmes, séries, animes, etc. Assim, cada uma delas será usada por uma biblioteca diferente. Isso é importante pois o Plex utiliza alguns serviços da web para encontrar os metadados referentes ao material que você tem baixado, que por sua vez são importantes para ele colocar o poster/capa do filme e mostrar informações sobre atores, diretor, puxar legendas e tudo mais.
Na hora do download propriamente dito, você também pode criar subpastas dentro dessas “pastas mãe”. Isso é especialmente recomendado para séries, assim você pode criar uma subpasta para cada série e dentro dela outras subpastas para cada temporada. Deixe os episódios soltos dentro dela ou cada um, por sua vez, dentro de seu respectivo diretório.
Para filmes, geralmente o próprio torrent já vem dentro de uma pasta. Caso não venha, você pode optar por criar na hora do download ou deixá-lo solto na pasta mãe mesmo. Mas nesse caso, as legendas também precisarão ficar soltas, ao lado do arquivo de vídeo. Então você avalia o que é melhor para sua organização.
Agora sim, abra o navegador na aba em que o Plex apareceu e vamos montar as bibliotecas.
- No canto superior direito clique no ícone da chave inglesa 🔧 para acessar as configurações;
- Na coluna da esquerda desça até a sessão Gerenciar e clique em “Bibliotecas de mídia”;
- Depois clique no botão Adicionar biblioteca;

- Na janelinha que vai aparecer, você vai escolher o conteúdo que esta biblioteca irá conter. Vou exemplificar com filmes;

- Defina um nome. Pode deixar “Filmes” mesmo ou colocar o que desejar.
- Em seguida clique na opção à esquerda “Adicionar pastas”. Aqui é onde você vai selecionar a pasta que criou no seu computador. A pasta “mãe” desse tipo de conteúdo.

- Depois de definir a pasta, a opção “Avançado” será habilitada. Nela você terá uma série de configurações sobre como o conteúdo será lido. O que eu recomendo alterar:
- País de certificação: Brasil - o Plex dará preferência para baixar posters em Pt-BR, assim como deixará o título dos filmes com a tradução brasileira;
- ☑️ Preferir arte baseada no idioma da biblioteca;
- ☑️ Usar recursos locais;
- Fonte de avaliações: Quando você seleciona um filme, o Plex mostra algumas informações sobre a obra, como atores, diretor, duração, tamanho, idioma, etc. Logo abaixo do nome do filme ele também mostra a classificação que ele tem na plataforma que você definir aqui. Pode ser o Rotten Tomatoes, IMDB ou The Movie Database;
- O resto você pode deixar como está ou pesquisar para entender o que cada item faz.
Pronto. Agora é só repetir o processo para cada tipo de biblioteca que você queira criar. No caso de animes, escolha “Programas de TV” assim como em séries de TV.
Uma vez que tudo esteja configurado no PC e o Plex Server rodando, basta abrir o aplicativo na TV (ou na TV Box, Chromecast, etc), logar com a sua conta e pronto, ele irá reconhecer automaticamente o servidor rodando em sua máquina, se ambos estiverem na mesma rede.
Então, recapitulando: Sempre que for assistir filmes, você primeiro liga o seu computador, abre o Plex Server (ou já deixa ele configurado pra abrir junto ao sistema) depois abre o Plex na TV. Se abrir o Plex na TV antes de iniciar o Server, o app da TV apresentará um erro.
TUDO FUNCIONANDO? PERFEITO, HORA DE PROCURAR OS CONTEÚDOS #
“Oba! Pra onde vamos? Piratebay??”
Calma marujo, as coisas não são tão simples.
Resposta curta: Aqui, aqui e aqui
Resposta longa: Como eu disse antes, quero dar o conhecimento e as ferramentas para que você possa se virar sozinho. Não vou dar o endereço direto de nenhum site, pois como eu já disse antes, quando se trata de conteúdo pirataria, nada é eterno.
Nesses muitos anos de downloads pela net, já tivemos várias “mecas” da pirataria. PirateBay, KickAss Torrents, RARBG, Torrent Galaxy dentre outros sites hospedados em algum país com poucas leis de proteção digital já reinaram absolutos, até que não reinaram mais.
Volta e meia queimam uma biblioteca de Alexandria e por isso é essencial que você saiba onde pesquisar e se manter atualizado das melhores fontes. Todos esses que eu citei caíram e voltaram na mão de pessoas diferentes das que gerenciavam antes, os tornando fontes não mais tão confiáveis.
Por isso, vou mostrar alguns caminhos das pedras e você poderá sem muita dificuldade achar o que procura.
Começando com a — nem sempre atualizada, mas é melhor que nada — megathread do r/pirataria. #
Sei que muita gente pode não gostar — ou mesmo nem saber o que é — o Reddit, mas é inegável que por lá você vai encontrar muito material, links e poderá até tirar dúvidas sobre o assunto. Caso não tenha conta, recomendo criar uma pelo menos para passear pelos subs relacionados à pirataria e compartilhamento de conteúdo.
Na megathread, você encontrará uma imensidão de links para sites confiáveis, dicas, glossário e algumas coisas mais. Navegue até a sessão do material que você procura e comece a explorar alguns dos sites. Lá você encontrará tanto os sites que tocam os filmes/séries online, quanto os que possuem os torrents. Explore as opções e veja qual possui o conteúdo que você procura.
Além da megathread brasileira, você também pode recorrer a versão gringa, lá do r/piracy. #
É basicamente a mesma coisa, porém sem a parte do conteúdo dublado, mas também vale deixar nos favoritos para futuras consultas.
Outra opção gringa é a versão da megathread do r/FREEMEDIAHECKYEAH #
Também muito parecida com as outras, além de contar com um blog com algumas atualizações eventuais.
Após encontrar os sites que lhe atendem, hora do download propriamente dito.
Para quem não lembra, sites de torrent geralmente te dão 2 opções: baixar o arquivinho .torrent ou ir direto no link magnético (magnet link). Basicamente é tudo a mesma coisa. Ao abrir o arquivo .torrent baixado, que geralmente tem só alguns KBs de tamanho, ele abrirá automaticamente o qBittorrent e lhe mostrará o que será baixado. O magnet link é exatamente a mesma coisa, porém sem precisar baixar o arquivo.
Você reparará que alguns sites oferecem um ícone de ímã ao lado do arquivo que você está vendo, ao clicar no ímã o navegador pedirá para abrir o qBittorrent, pois é o programa associado a esse tipo de extensão. Da mesma maneira, o programa irá lhe mostrar o que será baixado.
CHEGAMOS A UM PONTO DE ATENÇÃO ⚠️
Após abrir o arquivo .torrent ou clicar no link magnético, o qBittorrent prosseguirá abrindo uma janelinha que lhe permitirá escolher onde o download será feito. Aqui você define uma das pastas que criou anteriormente, referente ao que você estiver baixando: filme, série, anime, etc. Na mesma janela, no lado direito, ele irá mostrar o conteúdo do torrent que será baixado.

Exemplo de como os arquivos a serem baixados devem aparecer no qBittorrent. No exemplo acima, o episódio da série está “solto”, sem uma pasta. No campo “Salvar em” é onde você escolherá a respectiva pasta.
Se você não mover os filmes ou episódios de pasta após o download, e nem renomeá-los, sempre que abrir o qBittorrent ele fará seed dos arquivos já baixados ou continuará algum download que você deixou pela metade.
Os sites das fontes que passei costumam ser mais confiáveis, mas sempre preste atenção no conteúdo do torrent que você está prestes a baixar.
Aguarde o conteúdo aparecer na janelinha da direita antes de começar o download, assim você terá certeza do que está baixando.
Nessa mesma janela você notará que existem caixinhas de seleção do lado de cada item, que lhe permitem escolher quais desses arquivos quer baixar.
Se for um filme, provavelmente ele virá numa pasta e dentro dela haverá pelo menos um arquivo de vídeo, geralmente em formato .mp4 ou .mkv, que são os mais populares hoje em dia, mas podem ser de outras extensões também, dependendo da idade do conteúdo baixado.
A mesma pasta do torrent também pode conter outros tipos de arquivos como:
- Uma legenda em .srt;
- Uma demonstração da qualidade do filme, geralmente nomeado como sample.mp4 ou algo assim. Esse arquivo pode aparecer quando um filme é muito grande, então o autor do torrent disponibiliza uma demo para você conferir antes de baixar tudo;
- Imagens de screenshots ou posters do filme, geralmente em .jpg ou .png;
- Um arquivo de link (url) em .htm ou .html que geralmente leva para o perfil da pessoa que disponibilizou o torrent ou outro tipo de promoção pessoal;
- E também pode conter um arquivo de metadados do filme para que o player puxe as informações corretas, que pode estar no formato .nfo.
Nos links das megathreads você também encontra um glossário de nomenclatura de arquivos, mas para facilitar vou listar os principais termos que você deve prestar atenção:
- Sobre resolução do arquivo: geralmente todo conteúdo sempre descreve o tamanho da tela, então você verá anotações como: 480p, 720p, 1080p, 2K, 4K, UHD, etc.
- Só pra lembrar quem não tem muita intimidade:
- 480p - Tamanho de DVD
- 720p - Vídeo em HD
- 1080p - Vídeo em FullHD (normalmente o tamanho padrão mínimo das TVs hoje em dia)
- 4K - Vídeo em UltraHD. Se sua TV ou monitor não chega nessa resolução, então nem vale baixar o conteúdo nesse tamanho.
- Só pra lembrar quem não tem muita intimidade:
- Sobre o tipo de release: aqui você vai encontrar vários tipos de nomenclaturas usadas para descrever de onde o conteúdo foi retirado ou ripado. Ele pode ter vindo de Bluray, streaming, video on demand ou, quando o filme é muito novo, pode ter sido gravado direto do cinema. Lembra? Sim, ainda fazem isso. Então sempre que você ver um release com a nomenclatura CAM é pq é um filme gravado de uma sessão. Ou seja, você já sabe que a qualidade não será a melhor possível, além de poder ter ruídos diversos no som e a possibilidade de ver a sombra de alguém passando na frente da tela.
EXCLUSÕES DE DOWNLOAD
Mais uma dica: caso sua intenção seja baixar apenas vídeos pelo torrent, vale adicionar exclusões de download nas opções do próprio qBittorrent, para que ele ignore arquivos com extensões potencialmente nocivas. Siga as instruções abaixo.
Na aba “Downloads”, navegue até o campo mostrado na imagem e ative “Nomes de arquivos excluídos”. O campo de texto abaixo ficará disponível. Copie as extensões e cole nele.

Extensões que você pode querer bloquear, caso pretenda baixar só vídeos:
*.exe
*.msi
*.dmg
*.bat
*.sh
*.iso
*.pdf
*.deb
*.rpm
*.appimage
*.zip
*.rar
*.tar
*.htm
*.html
O * determina que o programa vai bloquear tudo que tenha a referida extensão
Depois clique em “Aplicar” e pronto.
Após o download, pelo próprio computador você já pode conferir se o Plex reconheceu os arquivos baixados. Navegue até as bibliotecas que você criou nele e veja se os posters já aparecem por lá. Caso haja algum filme/série/anime com nome errado, você pode consertar a correspondência do arquivo.
Basta clicar nas três bolinhas no canto inferior direito da capinha do item e escolher “Corresponder”. Uma janela aparecerá para você buscar pelo nome correto do conteúdo.
E agora finalmente, ao iniciar o app na TV, tudo que estiver no server deverá aparecer na televisão. Pronto, sua própria Netflix!
CASO SUA TV NÃO TENHA O APP DO PLEX
Se o seu aparelho não tem o Plex na loja de apps ou é uma TV não smart, a solução é encurtar o caminho e plugar seu PC/notebook diretamente nela via cabo HDMI e assistir pelo próprio Plex do PC.
Nesse caso você vai ter que avaliar o que fica mais cômodo para o seu uso. Eu já usei essa opção por algum tempo quando tinha uma TV um pouco mais antiga e optei por ligar meu PC (desktop) à TV por um cabo HDMI de 10 metros.
Para controlar o PC eu usava um daqueles controles remotos bluetooth que você encontra em qualquer loja de bugigangas eletrônicas. Pode não ser a melhor experiência de usuário do mundo, mas cumpre a missão de assistir o conteúdo na TV.
LEGENDAS #
Aqui você tem duas maneiras para obter as legendas:
Primeiro modo: Baixando as legendas de antemão por algum dos sites indicados na megathread.
Eu particularmente costumo pegar principalmente do OpenSubtitles.org:
- Basta criar uma conta gratuita para o download;
- Na busca lembre de deixar marcada apenas à opção “português - pt-BR”, para português do Brasil;
- Após encontrar a legenda, baixe-a. Se for preciso, descompacte e coloque o arquivo .srt na mesma pasta em que o arquivo de vídeo está localizado;
- Para que ela carregue automaticamente pelo player no computador, renomeie a legenda com o mesmo nome do arquivo de vídeo;
- Para agilizar pode dar um F2 no arquivo do vídeo, depois CTRL +C, depois um F2 no arquivo da legenda e cola em cima (só não apague a extensão da legenda!).
Segundo modo: Baixando pelo próprio Plex.
Na TV, ao tocar qualquer uma das suas mídias, na parte inferior esquerda do player você verá o ícone da legenda. Clique nele — navegando pela interface com as setas do controle remoto — para acessar a tela de legendas disponíveis. As vezes, dependendo da onde o conteúdo foi retirado (principalmente se for algo de um streaming como Netflix, Apple ou Disney, por exemplo), o próprio arquivo de vídeo já vem com todas as legendas disponíveis, bastando ir até a opção Português Brasil e ativar.
Quando o conteúdo tem legendas em Português Brasil e PT, geralmente só vai aparecer como “Português” nas duas, aí você vai ter que testar qual é qual.
Se esse não for o caso, clique em “Procurar legendas”. Você imediatamente verá uma mensagem dizendo que não foi possível encontrar nada, mas não se preocupe, essa parte da interface é meio burra. Você tem que escolher a linguagem acima, na caixinha da esquerda. Ele mostra essa mensagem pois nenhuma linguagem está selecionada previamente.
Clique na caixinha, navegue para baixo com as setas do controle, selecione português brasileiro e espere as opções carregarem. O Plex puxa as legendas disponíveis do OpenSubtitles, então caso nada esteja aparecendo (se for um filme muito novo, por exemplo) dê uma conferida no Open primeiro para ver se já existem arquivos disponíveis.
Dica 1: Caso estejam aparecendo legendas para o filme/episódio errado, pode ser que o nome do arquivo esteja confundindo a busca. Nesse caso, ainda nessa tela mesmo, você consegue editar o nome utilizado para procurar a legenda.
Com as setas do controle, clique na caixinha ao lado do idioma, que mostra o nome do filme. Você verá que pode apagar o que está escrito e digitar manualmente. Coloque o nome do filme/série sempre em inglês para que o Opensubtitles ache o título.
Dica 2: Caso a legenda esteja dessincronizada, experimente outras das opções que aparecem na tela de busca. Se der o azar de todas estarem fora de sincronia, o Plex tem a opção de sincronizar na mão. Basta ir nas opções de reprodução (três pontinhos) e ir até Legendas, para encontrar a funcionalidade.
Ao clicar nela, o vídeo voltará a ser reproduzido e a interface de sincronização ficara aparecendo no canto inferior da tela. Clique em ➕ ou ➖ para adiantar ou atrasar a legenda até o ponto certo. Quando conseguir sincronizar, basta apertar Ok ou Enter e a reprodução continuará.
MÚSICA 🎧 #
Skills possivelmente necessárias:
- Baixar e descompactar arquivos
- Instalação e configuração de programas
- Instalação de aplicativos
- Conversão de arquivos
- Pesquisa
Resposta curta: Esta é a uma das partes que eu estou desatualizado e que vai depender muito do seu caso de uso.
Resposta longa: Se você for um crackudo de música como eu, que está o tempo inteiro escutando música, procurando por bandas/artistas novos e constantemente ligado nos lançamentos dos que você já segue, e seu objetivo seja manter os arquivos com você, então infelizmente o streaming ainda vai ser a melhor opção.
Pelo que eu sei, até existem opções de fazer para músicas algo parecido com o que fizemos com filmes, mas não tenho certeza do quão bem funciona, além de ser necessária uma certa infraestrutura para rodar. Mais abaixo descreverei como vocês podem começar a pesquisar sobre essa possibilidade.
Por outro lado, se você não é tão dependente assim de música, ou escuta sempre as mesmas coisas e não enjoa tão fácil, os velhos métodos ainda podem lhe servir.
Comece dando uma olhada nessa parte dos links. Também fique de olho em alguns dos sites em que você for baixar filmes, pois eles podem ter conteúdos variados.
Também vai depender de como você escuta música. Pelo celular, computador, televisão, dispositivo dedicado? Tudo isso vai interferir.
Se você usa celular com sistema Android, a vida pode ser um pouco mais fácil. Existem várias versões hackeadas de streamings como o próprio Spotify, em que você consegue instalar um .apk e escutar músicas sem anúncios. Dê uma olhada nessa seção de links e nesse repositório aqui. Também dê uma boa fuçada lá no Reddit, pois a galera sabe quais apps estão funcionando no momento.
Agora, se você usa o celular da maçã, a coisa já não é tão simples. Não há como fazer sideloading de apps de forma simples como no Android. A única opção seria fazendo jailbreaking, o que já envolve um processo muito mais complexo e que se você não souber fazer, pode colocar seu aparelho em risco.
BAIXANDO OS ARQUIVOS
Primeiro você vai precisar dar uma estudada de onde vai baixar suas músicas.
Além dos links que deixei acima, você também pode dar uma olhada nesse repositório com uma compilação muito boa de links para diversos tipos de recursos com foco em áudio.
“Não posso mais baixar música pelo eMule?”
Foi-se o tempo do download por softwares P2P. Para quem for nostálgico acho que o Soulseek ainda funciona, mas eu não me arriscaria.
“Não dá pra baixar os mp3 a partir de vídeos no Youtube?”
A opção existe, mas com certeza não é a mais prática. Primeiro você precisaria instalar uma ferramenta específica que baixa os arquivos de áudio a partir de um link para um vídeo. É melhor ter um programa dedicado a isso do que depender daqueles site que aparecem quando você busca por “youtube to mp3”.
Além disso, a qualidade da música que vem a partir dos vídeos não é das melhores. Você pode conseguir arquivos com compressão muito melhor e de maneira mais prática seguindo os passos abaixo. Mas se você quer apenas uma música muito específica ou versão que só tenha em vídeo no Youtube, essa opção ainda é válida.
Para músicas de artistas mais conhecidos, provavelmente você vai achar as discografias com facilidade em sites de torrent ou blogs dedicados. Agora, além dos tradicionais mp3 que usávamos nos primórdios, você também encontrará música em formato Flac. O Flac é um tipo de arquivo lossless, ou seja, ele retém a qualidade original da gravação, o que faz com que a reprodução soe muito melhor. Porém você perceberá que arquivos nesse formato são bem maiores que os mp3 comuns. Aqui vai depender do que você quer e do seu equipamento.
Se seus fones de ouvido não são highend, ou não tem uma qualidade tão absurda assim, então não vale a pena desperdiçar espaço com arquivos Flac. Baixe os mp3 mesmo e seja feliz. Mas certifique-se de que eles não sejam ultra comprimidos e tenham pelo menos uns 192kbps de amostragem para ter uma qualidade de áudio minimamente descente. O mais recomendável são os arquivos com 320kbps de bitrate.
Para artistas menos conhecidos a coisa fica um pouco mais difícil. La na megathread e nas adjacentes você também vai encontrar links para sites e blogs dedicados a gêneros específicos de música, mas vai precisar garimpar para achar os álbuns se seu artista favorito for mais underground. Nesses casos você também pode checar se a própria banda tem outras formas de disponibilizar suas músicas. Alguns grupos costumam subir suas discografias no Bandcamp de forma gratuita ou pagando apenas um valor simbólico. Vale dar uma olhada nas redes sociais dos artistas que você gosta para saber se eles disponibilizam essa modalidade.
Além do download direto dos arquivos, lembre-se que sempre há a opção de ripar um CD de um artista, caso você tenha um exemplar pegando poeira aí na sua estante, ou mesmo queira ir garimpar num sebo. Claro que esse método vai demandar que você tenha um computador com drive de CD/DVD, o que já é uma raridade hoje em dia.
Se você é apreciador das mídias físicas, tem uma coleção extensa de CDs e quer digitalizá-los, talvez valha adquirir um drive de DVD portátil que se conecta ao PC via USB.
Também é bom contar com um programa que organize sua biblioteca de mídia, para que você não fique maluco com duplicatas, nomes inconsistentes e arquivos faltando a imagem da capa do álbum. Lembra quando perdíamos horas colocando as capinhas música por música? Pois é…
Também estou desatualizado nesse campo mas sei que programas como o Mp3Tag e o MusicBrainz Picard são boas opções para ajudar a renomear e achar metadados faltantes dos arquivos. Aqui também vale dar aquela estudada no tema, no repositório que linkei acima você vai encontrar diversas alternativas para essas funções.
PARA OS CRACKUDOS DE MÚSICA
Aqui eu falo tanto com quem escuta muita música como também com quem costuma escutar em dispositivos diferentes ao longo do dia. Se você, por exemplo, vai pro trabalho escutando música pelo celular, depois passa a trabalhar escutando música pelo computador — seja pelo aplicativo do streaming instalado na máquina ou pelo navegador —, depois chega em casa e coloca música pelo app da TV, por exemplo, o método mais simples não vai te servir.
E é por isso que eu disse que talvez o streaming ainda seja a alternativa mais prática.
Mas calma, se você estiver disposto a cair de cabeça nos oceanos do conteúdo baixado, pode haver esperança. Mas como sempre, vai demandar uma boa dose de setup e aqui, provavelmente, de investimento em equipamento.
Sem entrar em muitos detalhes, o pipeline que você pode seguir para fazer o seu próprio Spotify seria esse:
- Ter um servidor pessoal rodando programas como o Lidarr ou o Navidrome por exemplo: aqui já entra a paulada. Ter um computador dedicado em casa rodando 24h (ou pela maior parte do tempo) só pra hospedar as músicas. Você também pode usar a sua própria máquina mesmo, mas lembre-se que vai precisar de espaço em disco e disponibilidade para deixar ligado pelo menos enquanto você estiver escutando as músicas.
- Quando digo um servidor pessoal, não se trata de uma super máquina robusta. Pode ser algo mais humilde, tipo um computadorzinho usado de terminal em empresas ou mercadinhos de bairro, por exemplo. Qualquer máquina com um processador multicore, como um i3 ou i5 (que também não precisam ser da geração mais nova), já serve para o propósito. E claro, muito espaço livre em disco;
- Na parte do sistema, aí a coisa vai complicar um pouco e exigir mais conhecimento técnico. Na pouca experiência que tenho com esse tipo de setup, acredito que o que dê menos trabalho seja instalar um sistema dedicado a gerenciar contêineres de Docker. O que tenho familiaridade é o ZimaOS. Ele é uma versão modificada do Ubuntu Server que serve especificamente para você instalar os programas em Docker como se fossem simples aplicativos. Funciona quase sem nenhum setup muito difícil, mas eventualmente você vai precisar abrir o capô e mexer em configurações mais complexas;
- Para usuários bem mais avançados, acredito que o mais interessante seja partir direto para um sistema como o Proxmox, que vai possibilitar um controle e gerenciamente muito mais específico e granular sobre o que está rodando na máquiona;
- Ter um domínio próprio: um domínio, um nome de site. Domínios são pagos, mas você pode adquirir um pagando pouco mais de R$ 50 por ano;
- Criar um túnel na Cloudflare que aponte para o seu servidor: essa parte é gratuita pelo menos, mas vai exigir um pouco de pesquisa para saber configurar, mas não é nenhuma ciência de foguete. Pra quem tem medo de mexer com essas coisas, usar uma inteligência artificial como conselheiro de configuração pode ajudar. De maneira bem resumida, o túnel é como você vai “expor” o seu servidor para fora da sua rede local (internet da sua casa) de maneira segura e direta, para você configurar no app de reprodução;
- Acessar sua biblioteca dentro e fora de casa por um aplicativo que faça streaming via seu server pessoal. Aqui existem várias opções como o Plexamp, Emby ou o supracitado Jellyfin. Todos esses tem o foco em usar suas músicas como fonte de reprodução, bastando configurar o endereço do qual eles farão o streaming dos arquivos.
PARA QUEM OUVE MÚSICA NO MODO CASUAL
Se você está no segundo grupo, dos que tem uma biblioteca mais “fixa”, então o processo é similar ao que fazíamos na pré-história: você vai baixar os arquivos manualmente para o seu PC (ou ripar os CDs se essa for a sua vibe), colocá-los na sua pasta de músicas e depois carregá-los em seu dispositivo de reprodução de preferência.
Para a reprodução: Mais uma vez, vai depender do que você prefere e fica mais prático. Se houver espaço, pode upar os arquivos no seu telefone mesmo e partir pro abraço.
Caso essa não seja uma opção, pode optar por um aparelho dedicado.
Ainda existe uma boa variedade de opções no mercado. Uma breve olhada por “mp3 player” no AliExpress por exemplo, vai mostrar várias opções que podem te atender. Inclusive, se quiser cair de cabeça na nostalgia, ainda vendem players pequenos daqueles em formato de vibrad… digo, daqueles que só tem um botão e uma alavanquinha pra passar a faixa.
Ainda no campo dos players físicos, se estiver disposto a investir um pouco mais, também existem aparelhos com sistema Android, que permitem upar seus mp3 e também instalar aplicativos de streamings como Spotify, Deezer, Apple Music, etc. E por ser Android, consequentemente você pode tentar utilizar um .apk hackeado de um desses serviços, como os indicados nos links que passei lá em cima.
Obviamente que para a reprodução nesse modelo você vai precisar de internet, pelo menos para deixar os arquivos baixados no aparelho. Também não estou muito por dentro dos apks hackeados de Android, mas sei que volta e meia algum deles é tirado do ar, então vale uma pesquisa mais profunda no Reddit para conferir qual é a melhor opção no momento.
SOFTWARES 💽 #
Skills possivelmente necessárias:
- Baixar e descompactar arquivos
- Instalação e configuração de programas
- Instalação de aplicativos
- Pesquisa
Resposta curta: aqui, aqui e aqui
Resposta longa: Para programas de computador existe uma série de maneiras diferentes de fazer a instalação e processo de cracking. Então vai depender bem do que você precisa.
Como sempre, pesquise os sites mais confiáveis para baixar softwares piratas nas fontes que eu passei acima. E aqui vale a regra da atenção máxima, pois você estará baixando aplicações que serão executadas em seu PC e caso não venham de fontes confiáveis são o meio mais fácil de pegar um vírus ou ransomware que poderá eventualmente apagar, danificar ou bloquear seus arquivos pessoais.
Portanto se você não gosta de viver perigosamente e tem documentos sensíveis em sua máquina, tenha um backup das suas coisas.
Não vou me aprofundar muito, mas caso você precise dos arquivos que tem e não pode perdê-los, vale dar uma lida sobre a regra 3-2-1 de backups. Se você for um usuário mais avançado e possuir um servidor pessoal para selfhosting de suas aplicações, já pode usá-lo também como nuvem pessoal.
Aqui também vai entrar aquela questão que eu citei lá no começo sobre a exclusão de checagem do antivírus. Por padrão os antivírus escaneiam tudo que é baixado para o computador assim que os arquivos são criados. Então desde o momento que você começa o download de um programa pirata ele já está sendo escaneado pelo software de proteção e consequentemente pode gerar um alerta e bloqueio.
Repetindo, se você sabe o que está fazendo, então o melhor é desabilitar a verificação de vírus para a sua pasta de downloads para que os instaladores não sejam bloqueados assim que baixados.
“Mas por que o antivírus apita quando eu baixo um programa pirata?”
Dependendo do modelo de negócio da empresa que faz o software, ele pode ter alguns métodos de crackeamento diferentes. Se você baixava programas antigamente, provavelmente ainda lembra que junto do software também vem um arquivinho com o crack, ou ainda um programinha responsável por gerar uma chave (key) de ativação, o famoso keygen. Lembra das musiquinhas?
São esses arquivos a mais no pacote do programa que você está baixando que fazem o antivírus ir à loucura, pois eles não tem uma assinatura de software oficial e como são executáveis diretos, o seu protetor virtual vai botá-los de quarentena para evitar possíveis danos à sua máquina.
Portanto, se você está baixando de sites confiáveis, talvez seja melhor dar um descanso pro antivírus. No meu setup, o que eu geralmente faço é adicionar uma exclusão de verificação em minha pasta de downloads e numa pasta que tenho dedicada a guardar alguns instaladores de programas mais pesados. Eventualmente preciso de alguns deles quando formato o PC. O que infelizmente pode acabar acontecendo quando você menos espera, graças às maravilhas do Windows…
Como eu disse, cada programa vai ter sua particularidade para ser ativado (leia a documentação!), mas vou listar as mais comuns que me recordo:
- Keygen: Hoje em dia é um pouco mais raro programas que sejam crackeados somente via keygen, mas pode ser que você ainda encontre algum por aí. Basicamente ele funciona gerando chaves de ativação do programa que você está instalando. O fluxo normalmente vai ser:
- Você abre o programa recém instalado e copia algum tipo de código de identificação gerado por ele e cola no keygen;
- Após colar, você clicará no botão de gerar a key e o programinha irá te passar o número mágico para ativação;
- Você copia a chave, cola no programa e o ativa;
- Executável crackeado: Esse método pode vir sozinho ou junto do keygen. Dentro da pasta do programa que você baixou, geralmente dentro de uma subpasta nomeada como “Crack” ou algo do tipo, você encontrará um arquivo .exe exatamente igual ao que o software que você está pirateando usa para executar;
- Copie esse crack e cole por cima do .exe do programa instalado. Preste atenção em qual pasta a aplicação foi instalada, para você não ficar perdido;
- Se junto do crack houver um keygen, provavelmente o crack serve para impedir que o programa tente se ativar pela internet, o que força uma configuração offline com a key gerada pelo keygen.
- Programa pré-crackeado: Essa é a opção mais simples, pois o programa já vem com o hack feito, bastando você apenas instalá-lo normalmente. Tem uma famosa suíte de aplicativos gráficos do mercado que conta com essa opção…
Sim, ela mesmo. Uma das empresas mais satânicas da atualidade, a dona Adobe. Muita gente costuma procurar por versões crackeadas de Photoshop, Premiere ou outras aplicações famosas da gigante dos softwares gráficos pois cansou de ser feito de otário e pagar preços cada vez mais abusivos todo ano. Não posso dar o link direto, mas no caso da Adobe, a dica é procurar pelas versões do hacker russo conhecido como m0nkrus. Em vários sites disponíveis lá na megathread você vai encontrar releases dele. A maravilha é que ele disponibiliza todos os programas do jeito que vinha a saudosa Creative Suite. Utilizando uma versão modificada do antigo lançador da CS para que você consiga instalar todos os programas que quiser da versão mais recente. Isso mesmo, você consegue instalar todos os programas da Adobe, versão mais recente, através de um único instalador com as aplicações já pré-crackeadas. É só dar next, next, next e partir pro abraço.
Mas nem tudo são flores: a versão crackeada obviamente não tem acesso às ferramentas baseadas em IA, pois elas requerem acesso ao servidor da Adobe para realizar o processamento. Portanto se você quer utilizar Photoshop justamente por conta desses artifícios, não vai ter jeito, só assinando.
Além dessa versão, você pode também ouvir falar do genP. Ele é uma espécie de keygen específico para programas da Adobe. Nesse método, você irá instalar os programas da maneira oficial, baixando da Adobe mesmo — lembrando que pra isso você vai precisar criar uma conta no site deles. Depois de instalados, você vai precisar seguir as instruções e rodar o genP para realizar a ativação.
Eu já utilizei esse método. Ele funciona bem por um tempo mas é muito comum que após um período os programas exibam uma mensagem de “tempo de experiência expirado”, te obrigando a repetir o processo de crackear de novo. Isso quando o processo funciona novamente, o que nem sempre ocorre e você pode precisar desinstalar e instalar todos os programas e começar do zero.
Portanto se você necessita desses programas, eu recomendo fortemente procurar pelo primeiro método. Você terá que baixar um instalador maior, mas terá menos dor de cabeça depois da instalação.
ALTERNATIVAS GRATUITAS
Se você depende profissionalmente dos softwares da Adobe, é bom ficar sabendo que no começo de 2025 a Canva — sim, aquela do aplicativo —, comprou a Affinity, uma das principais concorrentes no ramo de softwares de produção gráfica. Por conta da aquisição a Affinity reformulou seus apps, juntando todos num único programa que agora é gratuito. Claro que ainda não é um substituto um pra um de Photoshop e companhia, mas está bem próximo. Com o plus de que o Affinity abre arquivos em .psd e .ai. Talvez valha experimentar.
Agora, se você não utiliza esse programas de maneira industrial, pode valer a pena procurar por uma alternativa gratuita e open source, que cubra suas expectativas de uso. Você pode dar uma olhada nesse repositório com alternativas gratuitas a softwares famosos. E para a duplinha dinâmica Photoshop e Illustrator, pode experimentar o GIMP (recomendo instalar também o plugin Photogimp para deixá-lo com uma interface mais parecida com a do PS) para arquivos bitmap e o Inkscape para arquivos de vetor.
O Gimp ainda não se compara 100% ao PS, mas pode servir pra maioria das edições que você precise fazer. E o Inkscape atualmente é uma alternativa extremamente robusta ao Illustrator, mesmo sendo gratuito. Vale muito conferir.
MÉTODOS DE DOWNLOAD
Você pode encontrar programas com disponibilização em torrent ou via download direto. Vários sites especializados em programas crackeados presentes nas referências que passei costumam utilizar a segunda opção. Caso a aplicação que você esteja procurando seja muito grande, ainda é comum que eles disponibilizem os downloads separados em partes.
Quando o instalador pesa alguns gigas, o pessoal costuma compactar e separar o instalador em partes diferentes. Daí a importância de ter um bom gerenciador de arquivos desse tipo, como o 7-Zip.
Você irá baixar as partes de servidores diretos (lembra do Megaupload? E do 4Shared? Então, é tipo isso). Esse método não é o mais agradável pois além de ter que esperar um tempo de cooldown entre cada download, as velocidades de transferência podem não ser das melhores, mas infelizmente você só vai achar certos softwares dessa maneira.
Se você costuma baixar muita coisa de forma direta pelo navegador, vale também pesquisar sobre um bom gerenciador de downloads. Na sessão de ferramentas das megathreads você irá encontrar várias opções focadas nesse uso.
INSTALAÇÃO
Se você baixou o programa em várias partes, notará que após a extensão do arquivo fica a identificação de qual pedaço é: .part01, .part02, etc. Deixe todas na mesma pasta e descompacte apenas a primeira parte. O programa vai identificar que as outras estão juntas e fará todo o trabalho.
Dica importante: Alguns arquivos compactados podem conter senha. Sempre leia o post todo da fonte que você baixou, pois é costume o autor deixar a senha por lá.
Também no post do site que você baixou, é comum haver a explicação de como é o processo de instalação e crack do software. Caso não haja nada no post, é muito provável que dentro da pasta do programa venha um arquivo .txt chamado “Readme”, “Instructions” ou coisa do tipo com as instruções. Se não houver um arquivo .txt, procure por algum com a extensão .nfo. Abra esse arquivo com o bloco de notas ou qualquer outro editor de textos simples que você tenha.
Outro ponto comum de acontecer é que o instalador do programa que você baixou seja um arquivo do tipo .iso. Para quem não lembra, .iso é a extensão usada para gravar DVDs executáveis.
Aqui você tem duas opções: A primeira é descompactar a ISO para ter acesso ao conteúdo. Você pode usar o próprio 7-Zip para isso, porém irá precisar de espaço em disco, ao menos o mesmo espaço do tamanho do arquivo .iso.
A segunda opção, que eu particularmente prefiro, não exige descompactar o arquivo. Você pode usar um programa tipo o WinCDEmu. Ele cria um driver de DVD virtual, que você usará para emular a ISO. Este link é para a versão portátil da ferramenta, então você não vai precisar nem instalá-lo.
Execute-o e ele irá criar um driver virtual no sistema. Depois arraste o arquivo .iso para dentro da janela do WinCDEmu e o seu “driver” irá “rodar” o DVD. Entre no disco pelo explorer e instale-o. Geralmente vai ter um arquivo nomeado como “autorun.exe” ou “autostart.exe”.
Dentro da ISO também pode haver uma pasta com o crack e as instruções de hackeamento do software. Sempre leia a documentação.
Após a instalação, vá até a unidade de DVD virtual, clique com o botão direito do mouse e depois na opção “Ejetar” para que ele desapareça.
GAMES 🎮 #
Skills possivelmente necessárias:
- Baixar e descompactar arquivos
- Pesquisa
Resposta curta: aqui, aqui e aqui
Resposta longa: Esse é o tópico que eu realmente estou mais por fora de todos. Já baixei e já comprei vários jogos piratas de PC em décadas passadas, porém atualmente, com pouco tempo na vida adulta para me dedicar ao entretenimento eletrônico, não posso dar um depoimento muito abalizado sobre a prática.
Mas vale o mesmo modus operandi dos softwares. Nos links de referência, navegue até a sessão de jogos e confira os sites confiáveis.
Para jogos AAA, sempre procure por packs feitos por grupos e crackers famosos, como FitGirl, Skidrow entre outros. Para jogos menores você provavelmente vai precisar garimpar um pouco, mas acredito que não seja nada muito difícil de achar.
Que eu lembre, jogos crackeados não precisam de nenhum setup específico, basta baixar, instalar e correr pro abraço. Mas como eu reforcei várias vezes: leia a documentação do site que você está pegando o conteúdo.
Para não dizer que não dei nenhuma dica útil, caso você se interesse por jogos um pouco mais antigos, vale dar uma olhada no PC Game Wiki. Ele contém um banco de dados de mods, patches e gambiarras que você pode precisar fazer para rodar jogos de outras eras.
Também vale deixar esse link nos favoritos. Nele você vai encontrar um porrilhão de links úteis para ferramentas, sites e outras coisas relacionadas a Steam.
CONCLUSÃO ✨ #
Espero que as instruções nesse humilde guia sejam de utilidade para todos que queiram consumir e compartilhar material cultural na internet. Quando a rede foi criada o principal propósito era conectar e aproximar pessoas de todos cantos do mundo, com ideias e afinidades parecidas. Agora, com tudo que estamos vivendo, cabe a nós sermos a resistência contra modelos de negócio abusivos e redes sociais excludentes e vazias.
Passe a palavra para todos que possam ter interesse. Deixe sua colaboração nos comentários para que este guia possa ficar ainda melhor e vamos, pouco a pouco, retomando o espaço que nos foi negado. 🏴☠️